De mudança

E eis que em dezembro eu me mudei de novo. Não de cidade, mas de casa. Sendo assim, eu contabilizo em menos de três anos oito mudanças, ou uma mudança a cada aproximadamente 4 meses.

Não sei se a quantidade em  si me torna especialista em alguma coisa, mas o fato é que essa última mudança foi a mais fácil das oito, talvez porque eu tenha adquirido alguma experiência em empacotar e carregar minhas coisas para cima e para baixo.

Eu tentei pensar em várias coisas que poderia fazer com estas minhas recém adquiridas habilidades, mas nenhuma pareceu muito lucrativa ou executável. Entretanto, deixar tanta sabedoria em mudanças guardada assim seria um desperdício.

Sendo assim, vão aí alguns conselhos que você, leitor deste blog, não pediu, mas eu vou dar assim mesmo, porque vai que…, né?

1. Jogar coisas fora. A gente sempre tem coisa demais. Coisa que não lembra que tem, que não usa. Coisas que achamos que são importantíssimas mas não sabíamos onde estava até a hora da mudança.  O papelzinho da primeira vez que você foi no cinema do shopping tal, assistir o filme x, com o ciclano. Aquele comprovante de pagamento do estacionamento do mês retrasado. O bilhetinho fofo que sua colega de trabalho escreveu pedindo um favor. Vai por mim, você não precisa disso. LIXO!

2. Tenha amigos, muitos amigos. Se você não os tem faça-os antes de mudar. Mudança é uma atividade colaborativa por excelência, tentar mudar sozinho é quase tão ineficiente quanto tentar jogar uma partida de pingue-pong contra você mesmo. Amigos são úteis para todas as fases que se seguem.

3. Empacotar por etapas. Sim, é verdade que você vai empacotar até o último minuto, mas se começar empacotando o que não usa todo dia é uma mão na roda na hora da mudança. Para isso separe suas coisas em categorias: uso todo dia e só vai dar para empacotar no último dia; uso uma vez ou menos por semana e pode ser empacotado até uma semana antes da mudança;  uso uma vez ou menos por mês e pode ser empacotadas desde já. Para coisas que você usa menos de uma vez por semestre ou por ano, na boa, releia o ponto 1.

4. Esvaziar a geladeira. Vale tudo: cozinhar uma gororoba para galera com tudo o que tem na geladeira; fazer refeições inusitadas  compostas, por exemplo, de ovo, danoninho, alface, margarina e mostarda ou até doar. Para seus vizinhos legais você pode dar coisas em embalagens fechadas e para os chatos, coisas vencidas ou com a embalagem aberta.

5. Tenha um meio de transporte condizente com o tamanho da sua mudança. Carro é essencial, amigo (olha eles aí de novo!) com carro serve também. Amigo com carreta, caminhão, companhia de mudança é melhor ainda. Quer um conselho? Nem tenta mudar de ônibus, metrô ou afins. Por menor que seja sua mudança – não rola! Acaba com suas costas, com sua paciência, suas amizades e muitas vezes com os objetos que você tenta transportar.

6. Não esqueça de avisar quem você quer que saiba que você mudou de endereço. Você provavelmente não vai querer o novo morador recebendo o cartão de aniversário que sua avó mandou, já suas multas de trânsito…

7. Desempacotar: devagar e sempre. Ninguém consegue arrumar a casa nova em um dia.Todas as minhas mudanças demoram muito tempo para serem desempacotadas e geralmente  ainda tem alguma coisa em caixas ou em malas quando da próxima mudança, o que acaba sendo uma mão na roda, pois facilita muito nos passos 1 e 2.

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