“Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada;
y hacia donde camines llevarás mi dolor.” Pablo Neruda
Há despedidas formais, com direito a discurso e aquelas mais simples que terminam com um abraço e um “a gente se vê por aí”. Têm despedidas que não ocorrem e a gente só percebe um tempão depois que se despediu sem saber. Foram tantas nesse meus vinte-e-muitos anos que eu deveria ter me habituado, mas a verdade é que cada uma delas deixa meus olhos irritantemente cheios de lágrimas. Daí eu disfarço, respiro fundo e digo para que eu mesma possa acreditar: vai passar.
Mas com o tempo a gente percebe que as despedidas não se dissipam. Elas vão se somando e cada pessoa faz uma falta diferente. Para rir de uma piada, para enteder aquilo que a gente queria dizer mesmo sem dizer, para fazer um comentário indiscreto, para discussões intermináveis.
E a soma de despedidas se transforma num acumulado de saudades de tantas pessoas diferentes que estão espalhadas por aí. Impossível habituar-se a tanta saudade, então a gente faz o que pode, manda e-mail, manda cartinha, faz longas ligações via skype, junta um dinheirinho e vai visitar… e faz novos amigos, torcendo para que estes não partam tão cedo.
Que texto lindo. Saudades!
Concordo plenamente com o texto, muito bom mesmo… aprendi uma coisa em se tratando de algumas despedidas, é importante despedir, encerrar alguns ciclos, principalmente quando o assunto é relacionamento amoroso…parece que quando não nos despedimos fica alguma coisa no ar, algo que a gente espera todo dia mas que não volta, como um filho que já se foi…entende isso? o que acha?
Amiga, eu nao sabia que vc tenia um “blog”. Ele é muito bom !
E sim, saudade, saudade de voce… ainda nao sei dizer adeus.
Beijos
despedir dói demais. a saudade também. mas aí a gente lembra que pra despedir, teve que criar um laço suficientemente significante e é esse laço que nós faz estar bem sempre que precisar.