Acordar lenta e preguiçosamente, abrir a janela e ficar admirando o céu deitada na cama.
Um livro. Uma xícara de chá. Assistir o céu mudando de cor da varanda.
Horas de conversa animada regadas a café, bolo de fubá e chá de jasmim.
Chuva. Cheiro de grama molhada. O vai e vem de pessoas com seus guarda-chuvas pretos.
A cidade vazia. Os shoppings e restaurantes cheios.
Livraria. Café. Poesia.
Na beira do lago as crianças brincam.
Dormir ao som da algazarra.
Nada na TV.
Absolutamente nada que valha a pena ver.
Um filme. E mais outro. E outro.
E então está tarde demais. Não importa.
Não há que se trabalhar amanhã.
Outro livro. Mais uma xícara de chá.
Caminhar lentamente pelo parque.
Observar os que se exercitam.
Para que a pressa?
O sol se põe em tons de rosa e alaranjado.
O céu de Brasília.
Tanto ainda por fazer.
Amanhã é dia de trabalhar.