
Pouco tempo depois que cheguei aqui eu comprei um filtro. Uma coisa interessante, é uma jarra, com um filtro no meio e você põe agua da torneira e voilà sai agua filtrada.
Não me lembro onde eu li esses tempos que esse método é melhor para o meio ambiente e economiza mais dinheiro do que ficar comprando garrafas de agua no mercado. Eu gosto dele porque é melhor para minha coluna e eu não preciso sair carregando garrafas de agua do mercado até a minha casa.
O unico pequeno inconveniente é ter que comprar os filtros, que devem ser trocados mensalmentes. Eles geralmente vem em pacotinhos de 3 e quando um dos filtros “vence”, você tem que fazer todo um procedimento de lavagem da garrafa e instalação do novo filtro.
Quando cheguei aqui de volta do Brasil em janeiro, encontrei uma promoção no mercado: 6 filtros pelo preço de 3. Apesar de ter ficado contente com a promoção eu meditei sobre o quanto ainda estava longe para chegar na metade do ano, e quanto ainda faltava para eu ir para casa.
Ontem eu tirei o ultimo dos filtros do pacotinho de 6 do meu filtro, cheguei na metade do tempo que me resta na Europa e dentro de 6 meses eu vou estar indo para casa.
Depois de lavar toda a garrafa, secar eu começei o procedimento para instalar o primeiro dos filtros do novo pacote que eu comprei, desta vez sem promoção, com 3 filtros.
Quando esse pacote acabar, eu vou estar indo embora de Paris para outras terras mais frias, mas certamente vou levar meu filtrinho na bagagem.
Quem é que um dia imaginou que a vida podia ser medida em filtros?

Se eu parar para pensar, é verdade que eu nunca tinha visto um papaya em Paris. Mas até ai, papaya não é minha fruta favorita e eu estava rodeada de moranguinhos, framboesas e cerejas.