Dificil de entender como uma pessoa morando sozinha consegue juntar tantas tranqueiras ao longo de um ano.
Dificil entender como uma cidade que recebe milhões de turistas com malas todos os anos tem tantas escadas e tão poucas rampas e elevadores.
O meu processo de empacotar as coisas do meu quarto na Cité universitaire, que deve ser alugado para outra pessoa no verão e do qual preciso entregar as chaves até dia 30/06, e coloca-las na casa do casal da igreja que gentilmente me cedeu um quarto para colocar minhas tranqueiras pelo verão deveria ser simples…pois é…deveria.
O empacotamento, a falta de experiência em caixas, o peso, o trajeto que parecia curto e se mostrou muito longo, a incapacidade de transportar muita coisa de uma vez só, tudo isso tornou a mudança uma tarefa muito mais difícil do que eu previa.
No fim das contas, tudo isso só foi possível com horas de empacotamento, coisas jogadas fora, muitas viagens de mêtro, carregamento de peso, dores nas costas, uma viagem de táxi e uma noite mal dormida.
Díficil entender como a gente tem amigas que se submetem a tudo isso pela gente.
Obrigada Maggie e Nane pela ajuda e pela generosidade!

Hoje é dia de festa em Paris! No dia mais longo do ano se celebra a Fête de la musique e acontecem eventos musicais em todo o pais.
Depois da minha ultima prova, passeando pela cidade a Nane, a Sara e eu assitimos corais e bandas, ouvimos batucadas, musica brasileira com sotaque francês, musica à capela, bem cantanda e mal cantada, e até uma versão esquisita de um coral de franceses cantando, er… a “boy” from ipanema. Terminei o dia ouvindo o pessoal da igreja tocar no meio da rua na frente do Genesis.
Um bom jeito de começar as férias.
As aulas acabaram na Sciences Po, o verão começou, a cidade se encheu de musicos por todos os lados e faltam 15 dias para ir para casa…tantos motivos para celebrar!
Sabe aqueles dias que era para dar tudo errado e dai dah tudo certo?
Então, de repente, cai a ficha: Deus estah cuidando de mim, da minha chegada até a minha partida. Desde agora e para sempre.



O sol tem um efeito incrivel nos parisienses, depois de um longo inverno um pouco de sol muda o humor deles. Os casacos pretos no metrô dão lugar a um sem numero de cores e as caras carrancudas abrem de leve (bem de leve) um sorriso. Os parques ficam lotados e as pessoas até parecem correr menos e aproveitar mais o tempo fora de casa.
Até eu que nunca fui muito chegada em sol estou aproveitando. Ler no parque, sentar nas varandas dos cafés ou simplismente aproveitar uma caminhada tornaram-se tarefas possiveis com a proximidade do verão.
A cidade jah estah repleta de turistas (os parisienses afirmam que fica ainda pior!) e em certos lugares se torna impossivel de caminhar ou escutar francês. E tudo o que for museu ou ponto turistico tem fila de algumas horas.
Estah também escurecendo lah pelas dez da noite, o que me deixa muito confusa. O povo do hemisfério norte jah estah acostumado com essas coisas, mas eu esqueço e acabo indo jantar bem tarde e dormir mais tarde ainda e coisas do tipo…o unico problema é que o sol estah nascendo às 5 da manhã.
Todo final de semestre é a mesma coisa…vai chegando nas duas ultimas semanas e não dah vontade de fazer mais nada.
E quando é o segundo semestre do ano a situação fica ainda pior, porque dai a expectativa das férias de verão (que vão de dezembro até depois do Carnaval no Brasil e de julho à setembro aqui nas Zoropa) dão uma vontade gigantesca de ficar de papo para o ar.
E seja no Brasil ou na França a minha vontade é sempre fugir para um lugar com rede, sombra e agua fresca.