
Eu não existo sem você
Tom Jobim
“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você.”
Presque
Ainda faltam 42 dias para voltar para o Brasil. Tenho apenas 42 dias para dar conta de três exposés, dois trabalhos escritos, uma prova, uma mudança de casa e uma viagem para outro pais. Interessante como as coisas mudam de perspectiva.
Bêtise
A gente não devia ter medo de pessoas, que são iguais a gente. Se for para ter medo tenhamos medo de bicho papão ou de algo que não é humano.
Piadinha para anglofonos
Meu pastor quando eu contei que queria fazer o duplo diploma Sciences Po e Sorbonne:
What? You’ll have two masters when you finish it? Don’t you know that Jesus said that you can only have one Master?
Beleza
Uma menina para da frente da vitrine olhava um manequim. Eu não consegui distinguir uma da outra, o que me assustou um pouco.
Cantada de pedreiro
Recebi esses dias uma cantada de um pedreiro francês, enquanto passava na frente de uma construção. Depois de me olhar passar o distinto Monsieur soltou um: “Mademoiselle, vous êtes très belle!”. Eu quase virei para agradecer…além de me chamar de senhorita, ele usou o “vous” pronome de tratamento formal e disse que eu era bonita (e não nenhum outro adjetivo depreciativo). Mas acho que pedreiro na França é mesmo mais chique.
*documento utilizado para retratar elementos importantes de um determinado evento ou periodo de tempo. Deve conter apenas as informações necessarias e não superfulas, descrevendo unicamente os fatos, sem algum julgamento.
Eu preciso me redimir com Paris… cheia de trabalhos e atividades da faculdade para fazer e submersa pela burocracia francesa, eu confesso, acabo reclamando demais.
Mas a verdade é que basta uma caminhada ao longo do Sena, ou uma pausa para tomar um café e ler um livro no fim da tarde, que eu me lembro de como é maravilhoso morar aqui.
Foto da minha caminhada ontem de tarde da faculdade até a livraria.
Faz uns dois (três?) meses que eu descobri que o Jack Nicholson era habitué de um restaurante perto da minha faculdade. Isso mesmo, assim, sem mais nem menos, quando ele vem para Paris pega um taxi e desce na Brasserie Lipp para encher a pança.
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Não é todo dia que o pai da gente vem visitar. Mas quando vem, a diverção é garantida.
O meu genitor passou por aqui na semana passada por dois dias e apesar da falta de colaboração do clima parisiense conseguimos conhecer alguns dos mais belos pontos da cidade, comer bem e colocar muita conversa em dia.
Ficou a saudades de não vê-lo de novo até julho.