avril 2008


Tive você perto e longe, houve um oceano entre nos.

Guardei fotos, cartas, lembranças – mandei cartões postais.

Dei meus sonhos para você, sonhei os seus e construimos os nossos.

Manteve meu sorriso em dias nublados e rimos à toa em dias de sol.

Segurou minha mão, cantamos, tagarelamos e até tentamos dançar.

Eu chorei, sentimos saudades e você me disse que ia ficar tudo bem.

Oramos, você me abraçou apertado e não quis soltar, eu deitei no seu ombro e dormi.

Andei com um sorriso meio bobo por ai, você teve certeza que eu te amava.

Dividimos o choro, as risadas e a sobremesa.

Me amou do jeito que eu era, e isso me fez querer ser o melhor que eu posso ser.

Você decifrou cada sorriso, eu contei cada segredo, andamos juntos – mesmo que distantes.

Tudo isso faz soh um ano.

Viajar para mim sempre foi uma experiência a ser partilhada. Eu não vejo graça em viajar sozinha, batendo fotos por ai sem ninguém do lado para fazer uma piada, olhar o mapa ou tentar escolher onde comer.

Eu acho que viajar sozinho é uma arte que eu não domino. Prefiro viajar acompanhada e de preferência com boa companhia. Talvez por isso eu não viaje muito, é sempre complicado coordenar datas, horarios e lugares quando se passeia em mais de um, mas toda vez que a coordenação acontece rende viagens inesqueciveis.

Esse final de semana tive a oportunidade de partilhar uma viagem para Colônia na Alemanha com três amigas – a Nane, a Sarah R. e a Sara U. – a primeira de longa data e as outras duas amigas da igreja aqui em Paris.

E por mais bonita que fosse a cidade, ou por mais deliciosa (e barata!) que fosse a comida alemã, não tenho duvida alguma que a melhor parte da viagem foi a companhia. Rimos, batemos fotos, sofremos para falar alemão (mesmo todo mundo na Alemanha falando inglês), comemos bem, caminhamos (muito!) e tivemos aventuras inusitadas.

O bom de viajar acompanhado é que você tem que sair da sua zona de conforto, do seu lugar comum e se adaptar. Tentar combinar, entrar em acordo com quatro vontades diferentes e ainda assim manter a amizade é complicado, mas ao mesmo tempo divertido. Você faz coisas que jamais faria, ri da opinião alheia, concorda, discorda, acha que do seu jeito é melhor e dah com a cara na parede, ri da propria opinião, faz os outros fazerem coisas que jamais fariam e se diverte, se diverte muito! Especialmente quando a companhia é agradavel.

Thanks for the awesome trip girls! ;)

Uma das revistas mais legais que eu encontrei aqui na França foi a “Le monde des religions”. Publicação do jornal “Le monde”, essa revista bimensal consegue, num país laico, apresentar de uma forma objetiva, clara, mas também sensível as religiões e espiritualidades da humanidade.

Passando por artigos curiosos que contam a história do povo Samaritano, até grandes discussões teológicas, ela consegue, sem ofender ou excluir ninguém debater o fenômeno religioso.

Quem gostou da idéia aproveite o texto abaixo. (Lire la suite…)

Sobem e descem escadas,

e trens entram nos tuneis com os minutos cronometrados no grande relogio central.

Mulheres correm para o trabalho.

Homens correm para chegar em casa.

Crianças correm indo e voltando da escola.

Correm todos em volta do parque.

Se tudo fosse mais devagar, eu poderia apreciar a paisagem.

From: FIDH, Keep your eyes open campaing

A chama olimpica ia passar na frente da minha casa, mas no fim das contas o que passou foi um ônibus e muito carros de policia.

Para os mais desinformados: a tocha foi apagada e o percuso foi reduzido, ao grande numero de manifestantes e as diversas tentativas de apaga-las. No fim das contas, ela acabou sendo trazida dentro de um ônibus para a sua destinação final, o stade de Charléty, à duas quadras de casa.

Apesar da passagem da tocha por Paris ter sido considerada um fiasco pela maioria dos jornais, a passagem por aqui, bem como Londres e São Francisco, expressam uma preocupação geral com o respeito dos direitos humanos na China e no Tibet.

Oportunismo? Certamente. Esses protestantes tiram proveito da situação para…ah! para defender os direitos fundamentais dos seres humanos.

Dah para reclamar que eu não vi a tocha acesa?

Procura-se professional da area de meteorologia, com vasta experiência em fenômenos climaticos transcontinentais para explicar as fotos abaixo, tiradas essa manhã (dia 07 de abril e ao que tudo me indica primavera) na cidade de Paris.

Recompensa-se bem.

O proposito todo do exercicio que a Mme. Anne, minha simpatica professora de francês, nos deu era utilizar os dois tempos do passado e contar uma lembrança dos tempos da escola fazendo o bom uso do “imparfait” e do “passé composé”.

O dito simples exercicio se voltou contra mim e quando fui fazer as contas de quantos anos tinha em determinada série escolar foi que eu me dei conta que faço vinte cinco anos nesse ano. Foi um choque: – Um quarto de século? Sério mesmo?

E eu ainda nem sei direito usar os tempos do passado em francês. Tanta coisa a ser feita!