Foi-se uma semana de aulas de verdade na Sciences Po. Depois de ter chegado com a maior cara de perdida no Institut d’études catholiques de Paris, aonde tive a minha primeira aula em razão de uma reforma em um dos prédios da faculdade e de ter entrado no meio de uma aula e saido 10 minutos depois percebendo que não era a matéria que eu fazia, acho que consegui, senão me adaptar, ao menos me achar por aqui.
Tirando a sala de aula, a lingua mais falada na Sciences Po é o inglês. Com mais de 30% do corpo discente composto por estrangeiros, as turmas tem composições das mais variadas e exatamente por isso, enriquecedoras. Entretanto, eu sou uma das poucas pessoas perdidas aqui, a maioria dos estrangeiro ja estudava na Sciences Po na gradução em Paris, ou no interior. Com a obrigatoriedade de fazer o terceiro ano de faculdade no exterior a maioria deles tem um curriculo impressionante, o que é um tanto intimidador para quem fez um curso de 5 anos no mesmo pais.
Meu mestrado, em Management public international, tem mais uma brasileira de Brasilia e uma argentina, que estudou ano passado no Rio de Janeiro, e fica praticando o potuguês dela comigo. Além disso 3 alemães, 2 espanholas, 2 americanos, 1 canadense, 1 russa, 1 mexicana, 1 austriaca, 1 albanês, 1 italiana e 2 franceses compões a minha simpatica turma.
A minha matéria favorita chama-se Outils de gestion, algo como, “Ferramentas de gestão”, por um motivo futil, mas justo, é a unica que não conta com apresentação de seminario. De resto todas as matéria exigem a apresentação de um seminario e um trabalho escrito, o que promete dar um belo trabalho ao longo desse semestre. O primeiro, de responsabilidade internacional, ficou para semana que vem, no qual farei dupla com a simpatica e rara francesinha chamada Emilie, que prometeu me ajudar com o francês.