Hoje é dia de festa em Paris! No dia mais longo do ano se celebra a Fête de la musique e acontecem eventos musicais em todo o pais.

Depois da minha ultima prova, passeando pela cidade a Nane, a Sara e eu assitimos corais e bandas, ouvimos batucadas, musica brasileira com sotaque francês, musica à capela, bem cantanda e mal cantada, e até uma versão esquisita de um coral de franceses cantando, er… a “boy” from ipanema. Terminei o dia ouvindo o pessoal da igreja tocar no meio da rua na frente do Genesis.

Um bom jeito de começar as férias.

As aulas acabaram na Sciences Po, o verão começou, a cidade se encheu de musicos por todos os lados e faltam 15 dias para ir para casa…tantos motivos para celebrar!

Sabe aqueles dias que era para dar tudo errado e dai dah tudo certo?

Então, de repente, cai a ficha: Deus estah cuidando de mim, da minha chegada até a minha partida. Desde agora e para sempre.

Vista da varanda do Musée d\'OrsayMusée RodinEsplanade des Invalides

O sol tem um efeito incrivel nos parisienses, depois de um longo inverno um pouco de sol muda o humor deles. Os casacos pretos no metrô dão lugar a um sem numero de cores e as caras carrancudas abrem de leve (bem de leve) um sorriso. Os parques ficam lotados e as pessoas até parecem correr menos e aproveitar mais o tempo fora de casa.

Até eu que nunca fui muito chegada em sol estou aproveitando. Ler no parque, sentar nas varandas dos cafés ou simplismente aproveitar uma caminhada tornaram-se tarefas possiveis com a proximidade do verão.

A cidade jah estah repleta de turistas (os parisienses afirmam que fica ainda pior!) e em certos lugares se torna impossivel de caminhar ou escutar francês. E tudo o que for museu ou ponto turistico tem fila de algumas horas.

Estah também escurecendo lah pelas dez da noite, o que me deixa muito confusa. O povo do hemisfério norte jah estah acostumado com essas coisas, mas eu esqueço e acabo indo jantar bem tarde e dormir mais tarde ainda e coisas do tipo…o unico problema é que o sol estah nascendo às 5 da manhã.

Todo final de semestre é a mesma coisa…vai chegando nas duas ultimas semanas e não dah vontade de fazer mais nada.

E quando é o segundo semestre do ano a situação fica ainda pior, porque dai a expectativa das férias de verão (que vão de dezembro até depois do Carnaval no Brasil e de julho à setembro aqui nas Zoropa) dão uma vontade gigantesca de ficar de papo para o ar.

E seja no Brasil ou na França a minha vontade é sempre fugir para um lugar com rede, sombra e agua fresca.

Eu não existo sem você

Tom Jobim

“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você.”

Presque

Ainda faltam 42 dias para voltar para o Brasil. Tenho apenas 42 dias para dar conta de três exposés, dois trabalhos escritos, uma prova, uma mudança de casa e uma viagem para outro pais. Interessante como as coisas mudam de perspectiva.

Bêtise

A gente não devia ter medo de pessoas, que são iguais a gente. Se for para ter medo tenhamos medo de bicho papão ou de algo que não é humano.

Piadinha para anglofonos

Meu pastor quando eu contei que queria fazer o duplo diploma Sciences Po e Sorbonne:

What? You’ll have two masters when you finish it? Don’t you know that Jesus said that you can only have one Master?

Beleza

Uma menina para da frente da vitrine olhava um manequim. Eu não consegui distinguir uma da outra, o que me assustou um pouco.

Cantada de pedreiro

Recebi esses dias uma cantada de um pedreiro francês, enquanto passava na frente de uma construção. Depois de me olhar passar o distinto Monsieur soltou um: “Mademoiselle, vous êtes très belle!”. Eu quase virei para agradecer…além de me chamar de senhorita, ele usou o “vous” pronome de tratamento formal e disse que eu era bonita (e não nenhum outro adjetivo depreciativo). Mas acho que pedreiro na França é mesmo mais chique.

*documento utilizado para retratar elementos importantes de um determinado evento ou periodo de tempo. Deve conter apenas as informações necessarias e não superfulas, descrevendo unicamente os fatos, sem algum julgamento.

Eu preciso me redimir com Paris… cheia de trabalhos e atividades da faculdade para fazer e submersa pela burocracia francesa, eu confesso, acabo reclamando demais.

Mas a verdade é que basta uma caminhada ao longo do Sena, ou uma pausa para tomar um café e ler um livro no fim da tarde, que eu me lembro de como é maravilhoso morar aqui.melange-029.jpg

Foto da minha caminhada ontem de tarde da faculdade até a livraria.


Faz uns dois (três?) meses que eu descobri que o Jack Nicholson era habitué de um restaurante perto da minha faculdade. Isso mesmo, assim, sem mais nem menos, quando ele vem para Paris pega um taxi e desce na Brasserie Lipp para encher a pança.

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Tive você perto e longe, houve um oceano entre nos.

Guardei fotos, cartas, lembranças - mandei cartões postais.

Dei meus sonhos para você, sonhei os seus e construimos os nossos.

Manteve meu sorriso em dias nublados e rimos à toa em dias de sol.

Segurou minha mão, cantamos, tagarelamos e até tentamos dançar.

Eu chorei, sentimos saudades e você me disse que ia ficar tudo bem.

Oramos, você me abraçou apertado e não quis soltar, eu deitei no seu ombro e dormi.

Andei com um sorriso meio bobo por ai, você teve certeza que eu te amava.

Dividimos o choro, as risadas e a sobremesa.

Me amou do jeito que eu era, e isso me fez querer ser o melhor que eu posso ser.

Você decifrou cada sorriso, eu contei cada segredo, andamos juntos - mesmo que distantes.

Tudo isso faz soh um ano.

Viajar para mim sempre foi uma experiência a ser partilhada. Eu não vejo graça em viajar sozinha, batendo fotos por ai sem ninguém do lado para fazer uma piada, olhar o mapa ou tentar escolher onde comer.

Eu acho que viajar sozinho é uma arte que eu não domino. Prefiro viajar acompanhada e de preferência com boa companhia. Talvez por isso eu não viaje muito, é sempre complicado coordenar datas, horarios e lugares quando se passeia em mais de um, mas toda vez que a coordenação acontece rende viagens inesqueciveis.

Esse final de semana tive a oportunidade de partilhar uma viagem para Colônia na Alemanha com três amigas - a Nane, a Sarah R. e a Sara U. - a primeira de longa data e as outras duas amigas da igreja aqui em Paris.

E por mais bonita que fosse a cidade, ou por mais deliciosa (e barata!) que fosse a comida alemã, não tenho duvida alguma que a melhor parte da viagem foi a companhia. Rimos, batemos fotos, sofremos para falar alemão (mesmo todo mundo na Alemanha falando inglês), comemos bem, caminhamos (muito!) e tivemos aventuras inusitadas.

O bom de viajar acompanhado é que você tem que sair da sua zona de conforto, do seu lugar comum e se adaptar. Tentar combinar, entrar em acordo com quatro vontades diferentes e ainda assim manter a amizade é complicado, mas ao mesmo tempo divertido. Você faz coisas que jamais faria, ri da opinião alheia, concorda, discorda, acha que do seu jeito é melhor e dah com a cara na parede, ri da propria opinião, faz os outros fazerem coisas que jamais fariam e se diverte, se diverte muito! Especialmente quando a companhia é agradavel.

Thanks for the awesome trip girls! ;)